
Votuporanga, quarta-feira, 08 de fevereiro de 2012
O Guia do Estudante on line* oferece aos vestibulandos nada menos que 126 diferentes profissões distribuídas pelas mais diferentes faculdades e universidades em todo o país, que podem ser públicas- federais ou estaduais- privadas e municipais. A variedade de profissões se deve à presença comum de novas e inovadoras profissões que estão surgindo devido à demanda do mercado – como, por exemplo, a Gerontologia (não enquanto área da Medicina, mas como um curso de graduação específico, com diploma de bacharel nessa profissão) – e das profissões mais antigas e tradicionais, como a Medicina ou o Direito. Imerso a essa imensa variedade de opções para a escolha profissional está o jovem, que também vive diante de uma grande diversidade de valores e opiniões, apresentados pelos diversos grupos sociais com os quais convive. Diante desse cenário, não é de se estranhar encontrar um jovem perdido, sem saber qual carreira seguir, com dúvidas comuns como ‘escolher a carreira seguida pelo pai ou a que ele gosta?’, ‘a carreira que tradicionalmente dá dinheiro ou a que o dá prazer?’. Nem sempre é possível alcançar numa profissão os anseios de todos os grupos sociais que influenciam um jovem, nem mesmo encontrar uma profissão que realize todos os seus gostos e curiosidades. Trata-se de um momento de muita dúvida, que pode caracterizar um problema real para muitos jovens. Diante desse conflito, podem sentir-se ansiosos e inseguros quanto às escolhas que devem fazer, principalmente porque consideram que esta é uma escolha que irá afetar toda a sua vida futura. Auxiliar no processo de escolha de uma profissão é papel do psicólogo. Nesses casos, o psicólogo poderá auxiliar o jovem a se conhecer melhor: saber o que gosta, as habilidades que já possui, as atividades que lhe trazem prazer quando são desempenhadas, bem como as demandas e pressões que recebe dos grupos com os quais convive. Além disso, auxiliará o jovem a conhecer melhor cada profissão que pensa em cursar, as habilidades requeridas por cada uma, as disciplinas que compõem seu curso, as dificuldades pelas quais passam seus profissionais, etc. Tudo isso, para que a escolha de uma profissão não seja baseada em pré-julgamentos do que ela é, quando na realidade pode ser algo bem diferente da sonhada pelo jovem. Diante dessas informações, o psicólogo poderá ajudar o jovem a fazer uma escolha consciente, em que ele tenha clareza de quais influencias recebe e que podem estar afetando sua decisão, dos riscos e benefícios que cada profissão oferece, assim como a que melhor se adequa ao seu perfil, diminuindo assim as chances dos jovens caírem na armadilha do desconhecimento de si, das influências externas que recebe e do próprio curso que está prestes a ingressar. Nota-se assim que a orientação profissional vai além da aplicação de um teste que oferece uma caminho condutor ao jovem, mas não o permite pensar e aprender a tomar decisões, afirmar suas escolhas e arcar com os riscos que cada decisão implica. A orientação profissional visa assim uma participação ativa do jovem nesse processo de escolha, para que ele aprenda a desenvolver estratégias de tomada de decisão que possam ser utilizadas em diferentes momentos de conflito de sua vida.
*Fonte: guiadoestudante.abril.com.br
Raquel Martins Sartori
Prof. do curso de Psicologia da Unifev
Especialista em Psicoterapia
Clínica Comportamental (ITCR- CAmpinas)
Mestre em Educação Especial (UFSCar)