
Votuporanga, quarta-feira, 08 de fevereiro de 2012 - Efeitos da musicalização sobre o desenvolvimento de crianças da educação infantil
Antonia de Fátima Mota Gregoleti e Gabriele Lima Gualda, do quinto período diurno de Psicologia da Unifev, vão desenvolver, a partir do segundo semestre de 2009, um projeto de iniciação científica no Centro Municipal de Educação Infantil – Cemei - “José Modesto Sobrinho”, intitulado “Efeitos da musicalização sobre o desenvolvimento de crianças da educação infantil”. Orientadas pela Profª. M.Sc. Ana Paula Araújo Fonseca, as graduandas tiveram o trabalho aprovado, pelos próprios dirigentes do Cemei, em função da importância do seu tema.
Segundo Ana Paula, muitos autores afirmam que a música melhora a sensibilidade, o raciocínio lógico, a concentração e a disciplina. Nas escolas, auxilia no desenvolvimento infantil e explora recursos que envolvem os aspectos cognitivo, afetivo, emocional, além de experiências que servirão de bagagem para a vida adulta.
Antonia e Gabriele vão realizar encontros semanais com atividades de educação musical numa classe do Cemei. Para analisar os efeitos da intervenção, as graduandas avaliarão o desenvolvimento geral das crianças, além de entrevistar pais e professores. Espera-se, assim, despertar e desenvolver o gosto pela música, além de refinar as habilidades auditiva, tátil e visual, buscando favorecer a socialização, auxiliar no desenvolvimento cognitivo, linguístico e psicomotor.
- Discriminação condicional de estímulos táteis e auditivos: o reconhecimento e a nomeação de objetos e texturas por adolescente com deficiência visual
As alunas Jaqueline Albuquerque e Luciana Comar Marão, do quinto período de Psicologia da Unifev, desenvolvem, desde outubro do ano passado, uma Pesquisa de Iniciação Científica, com a supervisão da Profª. M.Sc. Raquel Martins Sartori, intitulada “Discriminação condicional de estímulos táteis e auditivos: o reconhecimento e a nomeação de objetos e texturas por adolescente com deficiência visual”.
O trabalho visa a desenvolver, no deficiente visual, melhores estratégias de contato e habilidades em lidar com as dificuldades encontradas no cotidiano. Para isso, o adolescente participante da pesquisa é estimulado a reconhecer texturas e sons, a partir de objetos dispostos em caixas - divididas em compartimentos – e, mediante a esses estímulos, fazer a escolha entre pares de objetos para verificar se há uma relação entre eles. No final das sessões, ele participa de atividades de entretenimento.
As estudantes coletam os dados duas vezes por semana, no Instituto do Deficiente Auditivo e Visual de Votuporanga, o Idav. A proposta é apresentar os resultados da pesquisa no congresso da Associação Brasileira de Psicoterapia e Medicina Comportamental, que acontece em Campinas, entre os dias 24 e 26 de agosto de 2009.
Para a professora Raquel, o projeto aprimora, nas graduandas, o rigor do trabalho científico. “Além disso, propõe métodos alternativos para o ensino em grupos de pessoas que apresentam algumas dificuldades com o método tradicional, como os deficientes visuais”, afirma.
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